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O Pomar-Parque São Clemente – Jardins à Inglesa

O Pomar-Parque São Clemente – Jardins à Inglesa

Outrora belo e imponente jardim, obra realizada, provavelmente, pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, pela semelhança encontrada entre o traçado pintado na tela que retrata a propriedade, de autoria de Henry Walder, datada de 1895, pertencente ao acervo da fazenda e outros projetos reconhecidamente de sua autoria, inclusive de alguns encomendados por membros da família Clemente Pinto.

Em 2004, foi iniciada a recomposição de espécies de palmeiras e árvores raras no Pomar-Parque.

Foi concluído, em 2012, o avivamento de todos os caminhos sinuosos e alamedas. O Pomar-Parque possui três lagos interligados e uma ilha dentro de um dos lagos.

O Pomar-Parque, com área de 48.000m², ainda hoje, abriga árvores centenárias e de madeira de lei.

Lista das plantas originais que foram encontradas e/ou identificadas no Pomar-parque.

Árvores Frutíferas

Ameixa de Madagascar (Flacortia indica)

Araçá-una (Psidium myrtoides)

Cambuí-roxo ou Ameixa-da-mata (Eugenia candolleana)

Cambuí (Myrciaria tenella)

Cabeluda (Myrciaria glazioviana)

Cambucá grande (Plinia edulis)

Garrafinha (Cordia taguahyensis)

Grumixama (Eugenia brasiliensis)

Grumixama-anã ou Grumixama mirim (Eugenia itaguahiensis)

Ingá (Inga edulis)

Jabuticaba-sabará (Myrciaria jaboticaba)

Jabuticaba-olho-de-boi (Myrciaria coronata)

Jambo-branco (Syzygium aqueum)

Jambo-vermelho (Syzygium malaccense)

Jamelão (Syzygium cumini)

Manga espada (mangifera indica)

Pêssego-da-índia ou Mabolo (Diospyros blancoi)

Sapota-preta (Diospyros digyna)

Sapoti (Manilkara zapota)

Sapucaia (Lecythis pisonis)

Ornamentais / Nobres / Medicinais

Árvore do viajante (Ravenala madagascariensis)

Bambu gigante ou balde (Dendrocalamus giganteus)

Copaíba (Copaifera langsdorffii)

Geniparana (Gustavia augusta)

Ipê amarelo (Tabebuia chrysotricha)

Jasmim-do-imperador (Osmanthus fragrans)

Jequitibá (Cariniana sp)

Magnólia-branca (magnolia grandiflora)

Mata-verrugas (Euphorbia tirucalli)

Mirindiba-rosa (Lafoensia glyptocarpa)

Paineira (Ceiba erianthos)

Pandano (Pandanus utilis)

Pau-rei (Pterigota brasiliensis)

Peroba (Aspidosperma sp.)

Pinho-de-riga (Pinus sylvestris)

Sagu (Cycas revoluta)

Vinhático (Plathymenia foliosa)

Palmeiras

Princesa (Dictyosperma album)

Palmeira latânia-vermelha (Latania commersonii)

Palmeira Maria rosa ou mari-rosa (Syagrus macrocarpa)

Palmeira Palha-branca (Allagoptera caudescens)

Palmeira Syagrus pseudococos

Palmeira Leque-da-china (Livistona chinensis)

Palmeira-imperial (Roystonea oleracea)

Palmeira-princesa (Dictyosperma album)

Palmeira-ráfia (Raphia farinifera)

Palmeira-ráfia (Rhapis excelsa)

Tamareira (Phoenix dactylifera)

Conforme ensina Cícero Ferraz Cruz, no livro Fazendas do Sul de Minas Gerais: Arquitetura Rural nos Séculos XVIII e XIX. Distrito Federal: Iphan, Programa Monumenta, 2010, página 308,

“… O pomar é um elemento imprescindível nessas fazendas. Em estudos históricos/econômicos sobre itens comercializados, encontramos sempre a menção a toucinho, queijos, gado, porcos, mula, galinha, algodão, fumo, sola, etc… Nunca há menção a frutas e legumes.”; e

“… Por isso pomares eram tão valorizados nas fazendas; só comia frutas quem as plantasse.”